domingo, 23 de outubro de 2011

Gestão democrática: Um caminho possível


1 INTRODUÇÃO


Este projeto de pesquisa intitulado Gestão democrática, um caminho possível, foi desenvolvido entre junho de 2010 e abril de 2011 no Colégio Estadual Professor Ivardo Pereira Bastos, localizado na Avenida São Bento, centro, Riachão das Neves – BA.
O presente estudo teve como enfoque principal a elaboração do projeto político-pedagógico (PPP) da unidade escolar já citada, pois, baseado na legislação brasileira e na importância deste documento para a melhoria da qualidade do ensino, para a concretização da autonomia da escola e para a organização do próprio trabalho pedagógico (VEIGA, 2009).
Fica, pois, claro que a elaboração do mesmo é imprescindível, logo faz – se necessário o envolvimento de todas as pessoas envolvidas no processo educativo: professores, equipe técnica, alunos pais e comunidade como um todo para a elaboração do PPP, onde será feito uma reflexão e depois ações a serem realizadas.
O projeto político - pedagógico do Colégio Estadual Professor Ivardo Pereira Bastos tem como função social a produção de conhecimentos e criação de relações positivas e democráticas entre sujeitos envolvidos no processo educativo, para que a escola seja efetivamente uma escola cidadã, que priorize o acesso, permanência e sucesso dos alunos.
Somente poderemos evidenciar a emancipação da sociedade caso consigamos, primeiro a emancipação do educando, para que isso ocorra deve ser trabalhada a identidade social como processo permanente de comunicação e reflexão, para que as ações sejam interpretadas em um processo livre de coerções individuais e sociais.
Em síntese, fundamental é produzir homens com capacidade intelectiva – técnica e filosófica, que possibilite a leitura e releitura do cotidiano próximo e distante, na concepção de totalidade. Esta postura terá por fundamento a de que o homem é constitutivo de direito e de fato, das relações sociais de produção e que o mesmo em sua ação tenha como pressuposto a concepção de produto/produtor da sociedade e história no seu espaço, enquanto individuo social/público/político/histórico.
A elaboração do Projeto Político Pedagógico irá contribuir para que a esta unidade escolar possa garantir o acesso, e a permanência numa escola pública de qualidade social empenhada em criar condições matérias (objetivas e subjetivas), para a compreensão e o

discernimento de suas interações com o mundo e com a informação, interferindo e interagindo nas relações sociais de produção em beneficio coletivo, na perspectivadas classes populares.
Para tanto, o PPP deverá estar em consonância com os princípios éticos, políticos, e estéticos previstos nas Diretrizes Curriculares Nacionais Para o Ensino Médio, as Diretrizes Pedagógicas Estaduais, as Diretrizes Ambientais e as Diretrizes para a inclusão da História e Cultura afro – brasileira e indígena.
A metodologia empregada para o desenvolvimento do projeto de intervenção foi à pesquisa–ação.

1.1 SITUAÇÃO PROBLEMA

O Colégio Estadual Professor Ivardo Pereira Bastos não tem o seu PPP elaborado, a própria comunidade escolar já percebeu que precisa e acha importante a construção deste documento para a melhoria da qualidade do ensino. O PPP é um instrumento da gestão democrática participativa na escola e vários autores apontam para a necessidade da construção deste importante documento, pois o mesmo pode ser definido como a própria sistematização do trabalho pedagógico e a definição de ações e objetivos a serem realizados.
Diante do exposto a questão norteadora da pesquisa será: Quais as dificuldades encontradas pela equipe gestora da Unidade escolar para a construção coletiva do PPP?


1.2 OBJETIVOS

1.2.1 Objetivo geral

Analisar as dificuldades encontradas pela equipe gestora da Unidade escolar Professor Ivardo Pereira Bastos para a construção coletiva do PPP.

1.2.2 Objetivos específicos



a) Buscar alternativas para a realização de um trabalho coletivo entre a comunidade e a escola para juntos participarem da construção do Projeto Político - Pedagógico.
b) Identificar as dificuldades de si construir o PPP da escola.

1.3 JUSTIFICATIVA

A construção do Projeto político-pedagógico do Colégio Estadual Professor Ivardo Pereira Bastos é importante, pois é a busca da criação de uma identidade para esta unidade de ensino.
Em reunião realizada com professores, pais, alunos, funcionários e coordenação foi discutido a importância deste documento para a escola, pois é o direcionamento das ações que precisam ser realizadas e uma reflexão sobre o papel da escola na formação dos discentes.
Não há dúvida que esta unidade de ensino precisa ter o seu PPP, não apenas por ser uma atividade burocrática e formal exigida pela legislação brasileira, mas porque é um grande passo para o exercício da autonomia e a concretização de uma gestão democrática – participativa.
A constituição Federal/88 e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) nº 9.394/96, as duas legislações se fundamentam em uma gestão democrática – participativo.
Nesse sentido, entende-se que a escola tem a capacidade de elaborar o seu projeto educativo em benefício da aprendizagem do aluno e que esta proposta educativa venha contribuir de forma efetiva para a formação de um cidadão crítico, que participe da vida econômica, sociopolítica e cultural do meio onde esteja inserido.
O PPP é um processo permanente de reflexão/ação dos problemas da escola, na busca de alternativas viáveis.
Vale ressaltar, a partir dessas considerações, o olhar de Veiga (2009, p.12) sobre a construção do Projeto Político Pedagógico.

O projeto político- pedagógico vai além de um simples agrupamento de planos de ensino e de atividades diversas. O projeto não é construído e em seguida arquivado ou encaminhado às autoridades educacionais como prova do cumprimento de tarefas burocráticas. Ele é construído e vivenciado em todos os momentos, por todos os envolvidos com o processo educativo da escola.



A luta da escola é para descentralização de poder em busca de sua autonomia, qualidade, é enfrentar o desafio da inovação emancipa tória ou edificante, tanto na forma de organizar o processo de trabalho pedagógico, como na gestão que é exercida pelos interessados, o que implica o repensar d estrutura de poder.
Observa se que o objetivo principal da descentralização pedagógica é trazer para o espaço da escola a reflexão sobre a aprendizagem dos alunos e a busca de alternativas para superar os insucessos da escola.
Não há dúvida que o PPP é um instrumento fundamental do diálogo, da cooperação de todos os envolvidos no processo ensino-aprendizagem. Logo, sucessos e insucessos, erros e acertos não é mais responsabilidade somente da equipe gestora, mas de todos os envolvidos no processo educativo e enfim de toda a sociedade.
A própria Constituição Federal de 1988, em seu artigo 205, prevê que a educação seja promovida e incentivada com colaboração da sociedade.
Diante do que foi colocado, cabe ao gestor da unidade escolar propiciar um ambiente favorável ao trabalho coletivo, com a participação de todos de forma compartilhada.
Portanto, a democratização da educação só será realizada, a partir da construção de um novo tipo de gestão, uma gestão que busque a transformação da escola e sociedade através do compromisso de todos.














METODOLOGIA
3.1 1. Tipo de pesquisa
Este projeto de intervenção se fundamentará nos pressupostos da pesquisa-ação, conforme metodologia de Thiollent (2005), onde é caracteriza como um tipo de pesquisa social com base empírica que é concebida e realizada em estreita associação com a resolução de um problema coletivo.
A pesquisa-ação é uma pesquisa social em que o pesquisador com embasamento científico procura resolver algum problema social ou mesmo procura meios para a melhoria da sociedade. Este tipo de pesquisa é caracterizado pela interação entre o pesquisador e os membros das situações investigadas.
Vale ressaltar que a pesquisa-ação sempre tem suas ações planejadas.
Neste trabalho será realizada uma pesquisa do tipo qualitativa através do método de estudo de campo, utilizando com instrumento um questionário, onde os entrevistados vão poder expressar o que pensam.
Em reunião, com a comunidade escolar, no primeiro momento será apresentado pela direção e coordenação textos mostrando a importância do PPP, estrutura, e porque é necessária a construção do mesmo para a unidade escolar. Vale ressaltar que logo após será aplicado questionário com todos os segmentos da escola, onde o objetivo principal será à busca de informações sobre o que a comunidade acha sobre a construção do PPP, a disponibilidade de tempo para ajudar, sugestões de atividades para o desenvolvimento do projeto. Nesta primeira reunião serão formadas as comissões de professores, funcionários, pedagógicas e administrativas.
A fase intermediária será desenvolvida por toda a comunidade escolar e consiste no levantamento de dados sobre o perfil dos alunos, comunidade de entorno e dados sobre todos os funcionários.
Após a coleta de dados, será feita a análise do material coletado, seguindo-se a interpretação dos resultados.

3.2.2. Contexto da pesquisa



Esta pesquisa será desenvolvida no Colégio Estadual Professor Ivardo Pereira Bastos, situado na Avenida São Bento, Centro, na cidade de Riachão das Neves – Ba. A Unidade escolar foi criada sem condições de funcionamento, possui a escola da sede e mais quatro anexos, todos distantes e os prédios onde funcionam os anexos são prédios municipais, somente a escola da sede funciona em prédio estadual, que atualmente possui uma estrutura que precisa ser melhorada, possui apenas quatro salas, uma cantina, quatros sanitários, uma secretaria, não possui sala de professores, de direção, de coordenação, biblioteca, área de lazer.
A entidade funciona com o objetivo de garantir aos alunos o acesso e a permanência numa escola pública de qualidade social, empenhada em criar condições materiais (objetivas e subjetivas), para a compreensão e o discernimento de suas interações com o mundo e com a informação, interferindo nas relações sociais de produção em benefício do coletivo, na perspectiva das classes populares.
A escola encontra – se com um quadro de funcionários formado por uma diretora, que precisa realizar milagres para conseguir atender a cinco escolas, uma coordenadora que só atende na sede e professores e funcionários contratados por prestação de serviços.

3.3 3. Participantes

Participação em média de 10% dos pais, alunos, funcionários, coordenadora.

3.4.4. Coleta de dados

A coleta será feita através de questionário e grupo focal
Quadro 1 – Ações a serem desenvolvidas na intervenção
Ação Responsável (is) Prazo Recurso(s) necessário(s) Como esta ação contribui para alcançar o objetivo da intervenção?
Reunião com a comunidade escolar Direção, coordenação, funcionários, professores 4 horas Data-show, papel oficio, micro - system Contribuirá para a coleta de dados sobre a importância da construção do PPP e definição de cronograma para as demais reuniões
Questionário com os alunos Professores de Sociologia e História 1 hora Impressora, Papel oficio, computador Mapear o perfil dos alunos e comunidade de entorno


Quadro 2 – Cronograma geral
Ação 2010
Maio Junho Julho Agosto Setembro
Inicio da pesquisa X
Reunião com a comunidade escolar X X X
Questionários X
Digitação X X
Conclusão e entrega do projeto X



1.4 ESTRUTURA DA MONOGRAFIA

Esta monografia possui cinco partes, sendo os demais descriminados a seguir:
A Parte 2 apresenta a caracterização da escola, onde mostra o histórico do Colégio Estadual Professor Ivardo Pereira Bastos, data de criação, origem do nome, motivo de criação, mostra ainda que até o momento esta unidade escolar teve apenas dois gestores, ambos nomeados, não possui vice – diretor, secretária, professores efetivos.
É uma escola de porte médio, oferece apenas o ensino médio, atende em média 750 alunos, divididos entre os anexos de Cariparé, São José, Entroncamento, Assentamento Rio Branco e a sede da escola, em Riachão.
Apresenta também, o perfil da clientela e da comunidade atendida por localidade, a estrutura organizacional e física da escola da sede, pois os anexos funcionam em prédios municipais.
A Parte 3 discute de forma bem sucinta a definição sobre o que é projeto, assim projeto é colocado como um plano ou ideia que se quer realizar e também sobre projeto político – pedagógico logo PPP é visto como uma ação política, pois toda ação pedagógica pode ser definida como um ato político mostra a importância do PPP para a escola, somos sabedores que o projeto político – pedagógico é a identidade da unidade escolar.
No PPP é traçado o caminho que a escola deve percorrer para atingir os objetivos desejados. Discute que a elaboração do PPP deve ser feito de forma coletiva, pois, o trabalho coletivo é fundamental para a efetivação da autonomia escolar e da gestão democrática e participativa, até porque tudo que é feito em união tem melhores resultados.
Neste sentido, o PPP contribui também para que a escola possa cumprir o seu papel social na formação de pessoas críticas e atuantes na sociedade.
A Parte 4 descreve as principais ações realizadas para a efetivação do projeto de intervenção, mostra que o mesmo foi desenvolvido com base na metodologia da pesquisa – ação, metodologia de pesquisa onde todas as pessoas são envolvidas com a situação problemática a ser resolvida, assim a solução é procurada por todos os interessados na solução do problema.



Mostra o resultado de pesquisa realizada através de questionário para professores, pais de alunos, funcionários e coordenadora pedagógica, onde percebe – se que todas as pessoas que responderam ao questionário acharam importante a elaboração do PPP para a escola.
A Parte 5 mostra as considerações finais sobre o trabalho, onde conclui – se que o projeto de intervenção desenvolvido no Colégio Professor Ivardo Pereira Bastos foi fundamental para que a escola construísse o seu Projeto político – pedagógico, pois antes do projeto, a referida escola ainda não tinha dado inicio a elaboração do mesmo.
Reconhece ainda que o PPP seja um mecanismo importante da gestão democrática e participativa, pois como a elaboração do mesmo é feita na coletividade abre espaço para que as decisões da escola sejam tomadas por todos os envolvidos no processo, assim, decidem o tipo de escola e cidadão que se quer formar.
Para finalizar, mostra que o trabalho coletivo é fundamental para o sucesso escolar, acrescenta ainda que o gestor, em parceria com o colegiado deve criar um ambiente favorável a união e ao trabalho coletivo.







2 CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA


2.1. QUANTO AO HISTÓRICO DE CRIAÇÃO DA ESCOLA

O Colégio Estadual professor Ivardo Pereira Bastos, foi criado em 27 de setembro do ano de 2007, como uma instituição da rede pública estadual de ensino e sob portaria 008/09 de 08 de maio de 2009, foi autorizado o funcionamento do ensino médio.
O Primeiro gestor desta unidade de ensino, Roberto Moreira Neves, escolhido sob regime de indicação, permaneceu no cargo por dois anos e dois meses. Atualmente a professora Valdelice Barbosa do Nascimento Bomfim é gestora nesta Unidade de Ensino, assumiu a direção da escola sob regime de indicação no dia 07 de maio de 2010. Antes de assumir a direção da escola, foi vice-diretora durante um ano.
O Colégio recebeu este nome em homenagem ao professor Ivardo Pereira Bastos, por ter sido uns dos primeiros educadores de Riachão das Neves, que no ano de 1982 foi professor na Escola Normal Cenecista Riachãoense. Em 1996 voltou a Barreiras, sua cidade de origem.
Antes de tornar-se Colégio Estadual Ivardo Pereira Bastos, o prédio onde hoje funciona a escola pertencia ao Colégio Estadual Rodolfo de Queiroz do qual se desvinculou em 2007.
A desvinculação do colégio supracitado deu-se por conta que no município só havia uma escola da rede estadual, Rodolfo de Queiroz e devido a sua estrutura não suportar a quantidade de alunos do ensino médio, e pelo fato de que no ano de 2008 o ensino médio passou a ser responsabilidade da rede estadual de ensino.
A escola utiliza o mesmo espaço físico do colégio Antônio Carlos Magalhães, que foi extinto.
A instituição atualmente atende a sede do município e a quatro unidades anexas que compreendem os distritos de Cariparé, São José, Entroncamento e Assentamento Rio Branco, funcionando em turnos diferenciados conforme a necessidade e disponibilidade de cada anexo, perfazendo os turnos matutino, vespertino e noturno. No turno matutino atende em média 60 estudantes no anexo de Entroncamento, 18 no anexo de Rio Branco, no vespertino


150 estudantes no anexo de Cariparé, 10 no anexo do Rio Branco, e no período noturno onde funciona em todos os anexos têm em média 485 estudantes.

Quadro 3 – Dados cadastrais da unidade escola

Unidade escolar Colégio Estadual Professor Ivardo Pereira Bastos
Endereço Av. São Bento – Centro – Riachão das Neves - BA
Telefones 36242160
E-mail ivardopereirabastos@yahoo.com.br
Home - page Ivardopereira. blogspot.com
Cadastro no MEC/Inep 29526809
Autorização de funcionamento 15542 de 27 de setembro de 2007
Classificação IDEB Não participa
Modalidades de ensino Ensino médio
Quantitativo de alunos 750





1.4 Estrutura Organizacional da escola

A escola professor Ivardo Pereira Bastos, atualmente possui uma diretora, uma coordenadora e os auxiliares administrativos.
A atual gestão tem procurado desenvolver uma gestão democrática e participativa, pois com a estrutura da escola, onde existe a sede localizada em Riachão e mais quatro anexos que ficam em localidades distantes, faz – se necessário a participação de toda a comunidade escolar, inclusive em cada anexo tem um auxiliar administrativo, onde juntamente com os professores ajudam na administração do anexo, ajudando assim a tomar decisões sobre a escola.
A gestora assumiu a direção da escola em maio de 2010, mas antes de ser gestora, atuou um ano na vice-direção. A preocupação é buscar conhecimentos na área de gestão escolar, para que assim eu possa desenvolver um excelente trabalho.









1.5 Estrutura física da escola

A escola possui 5 salas de aula, todas bem espaçosas, com capacidade para 45 alunos, são bem arejadas, possui uma secretaria, uma cantina, 4 banheiros, sendo dois femininos e dois masculinos.
Quadro 4 – Recursos da unidade escolar
Tipo do recurso Descrição Quantidade
Equipamentos Computador 4
Impressora 4
monitor educacional 19
aparelho de fax 1
televisor colorido de 37 polegadas 1
Microfone 2
antena via satélite 1
Caixa amplifica 1
web cam 1
Material didático Livros 1000 para cada disciplina
Retroprojetor 1
projetor de imagem 1



Mobiliário mesa de professor 6
carteiras universitárias 185
rack fixo, tipo gaiola, para monitor 19
mesa para computador 1




1.6 Perfil dos estudantes

O Colégio Estadual Professor Ivardo Pereira Bastos possui um quantitativo de 711 alunos e apresenta um histórico multifacetado, pois, sua realidade abrange características de diversas comunidades que possuem cultura, história, economia e estrutura de relações sociais diferenciadas.
Considerando esta realidade tão impar, necessário se faz analisar a história de cada anexo que compõe esta instituição.

1.6.1 Cariparé

O anexo de Cariparé funciona no prédio municipal Luiz Américo Nunes, situa-se na Praça Matriz S/N atendendo a estudantes do Ensino Médio. Além do distrito de Cariparé a instituição atende os estudantes de localidades como Areias, Riachão do Pintor, Canudos, Pajeú, Pedra Branca, Umbuzeiro, Crioulo e Santana.
Funcionando nos turnos vespertinos e noturnos, este anexo atende a estudantes com faixa etária entre 15 e 29 anos, em sua maioria parda, católica e solteira, possuem estrutura familiar boa, onde a família participa das atividades propostas pela unidade escolar, gostam de praticar esportes, o mais praticado é o futsal.
São estudantes que apresentam grande interesse pelas atividades propostas, mas em sua maioria são alunos que tem dificuldade na escrita, leitura e oralidade, vivem em casa própria. As ruas geralmente não pavimentadas, mas beneficiadas pelo fornecimento de energia elétrica e água encanada. São filhos de trabalhadores rurais, comerciantes, pecuaristas e açougueiros. Tem uma média salarial um salário mínimo e como nível de escolaridade o ensino fundamental.

1.6.2 São José

O anexo de São José funciona no prédio municipal Barão do Rio Branco. Esta instituição atende estudantes da localidade de São José e de povoados vizinhos, Funciona no noturno, o anexo atende a estudantes com faixa etária entre 15 e 25anos, em sua maioria parda, católica e solteira. Possuem estrutura familiar boa, onde a família participa das atividades propostas pela unidade escolar. Gostam de praticar esportes, o mais praticado é o futsal.
São estudantes que apresentam grande interesse pelas atividades propostas, mas em sua maioria são alunos que tem dificuldade na escrita, leitura e oralidade e com disciplinas exatas.
A maioria dos estudantes vive em casa própria, as ruas geralmente não pavimentadas, mas beneficiadas pelo fornecimento de energia elétrica e água encanada. São filhos de trabalhadores rurais, comerciantes, pecuaristas e açougueiros, tendo como média salarial um salário mínimo e até com menos de um salário, e como nível de escolaridade o ensino fundamental.

1.6.3 Entroncamento

O anexo de entroncamento funciona no prédio municipal e atende alunos do ensino médio, com características rurais, da classe média a baixa, suas famílias possuem uma renda de até dois salários mínimos e existem famílias que não possuem nenhuma renda, têm uma qualidade de moradia razoável, com energia elétrica e água encanada.
São alunos que possuem uma faixa etária entre 14 a 28 anos, a religião principal é a católica, apresentam dificuldade de aprendizagem em leitura e escrita, são filhos de agricultores, comerciantes, pecuaristas, quanto à escolaridade dos pais, poucos concluíram o ensino fundamental

1.6.4 Assentamento Rio Branco

O anexo do Assentamento Rio Branco funciona no prédio municipal Demóstenes Torres. A modalidade ensino oferecida é o de médio campo é uma intermediação tecnológica, onde os alunos assistem às aulas on - line e são acompanhados por um tutor que auxilia – os no desenvolvimento das atividades.
O anexo atende vinte alunos, são duas turmas, uma no matutino (1ª série) e outra no vespertino (2ª série).
São alunos da zona rural, filhos de agricultores, de classe baixa, condições de moradia precária, possuem dificuldade em leitura e escrita, sonham com um futuro melhor e querem continuar morando no Rio Branco para ajudar os seus pais.
O principal lazer que os estudantes têm é a pesca, banho de rio e cavalgar.

1.6.5 Sede da escola

A sede da escola fica localizada na Avenida São Bento em Riachão das Neves. Recebe alunos da cidade e da zona rural, são alunos da classe média a baixa, possuem condições de moradia razoáveis, com renda de até três salários mínimos. A maioria dos alunos tem computador, acesso a internet e prefere o futebol como esporte. A religião principal é a católica e a faixa etária está entre 15 e 45 anos. Com relação à aprendizagem apresentam dificuldades na escrita, leitura, oralidade e exatas.
São filhos de comerciantes, agricultores, funcionário públicos, pecuaristas, a sua maioria tem como escolaridade o ensino médio.

1.7 Perfil da comunidade de entorno

As comunidades de Cariparé, São José, Entroncamento e Assentamento Rio Branco apresentam características muito parecidas, ambas as localidades são carentes, com condições financeiras muito baixas, com renda média de meio a dois salários mínimos. A população enfrenta vários problemas sociais dentre eles podemos destacar: falta de atendimento médico, o abastecimento de água não é suficiente, falta de tratamento da água, falta de segurança, transporte precário, falta de acesso aos meios tecnológicos como o sinal de celular, acesso à internet, padrão de moradia sem qualidade. Quanto à educação, necessita de melhores escolas com cursos melhores como os profissionalizantes e faculdades, para que os jovens tenham anseios de lutar por melhorias.
Quanto ao comércio, pode se dizer que não existe, pois não é suficiente para atender as comunidades, é necessário a compra de muitos produtos nas localidades vizinhas.
A comunidade de Riachão das Neves apresenta boas condições de vida, percebe-se que é melhor que das outras localidades, possui melhor renda financeira, têm atendimento à saúde,
com médico todos os dias, ambulância para atendimento à população, tratamento de água, um comércio bem desenvolvido, existe acesso há muitas tecnologias, ao transporte e segurança.


1.8 Conselho escolar


Os membros do colegiado para o biênio 2009/2010 foram escolhidos em reunião com a comunidade escolar. Na ocasião não aconteceu votação direta, porque o colégio não tinha funcionários, coordenação e só tinha professores contratados sob regime de contratação temporária.
No dia 07 de dezembro foi realizada a eleição direta para a escolha de novos membros do colegiado para o biênio 2011/2012. Foram eleitos representantes de pais, estudante e professores. Os membros eleitos tomaram posse em fevereiro de 2011.
Quanto à participação dos membros, ainda precisa muito ser incentivada, acredito que o colegiado é fundamental para o desenvolvimento de uma gestão democrática plena.

2.6 PPP

O PPP do Colégio Estadual Pereira Bastos elaborado com a função de garantir aos alunos o acesso e a permanência numa escola pública de qualidade social, empenhada em criar condições materiais (objetivas e subjetivas), para a compreensão e o discernimento de suas interações com o mundo e com a informação, interferindo e interagindo nas relações sociais de produção em benefício do coletivo, na perspectiva das classes populares. As ações estabelecidas neste PPP foram definidas na coletividade, sobretudo o cumprimento das metas e objetivos estabelecidos pela escola, que tem como prioridade a garantia de um ensino de qualidade, acesso e sucesso dos alunos na sociedade.

1.8.1 Missão


Nossa escola tem por missão garantir o acesso, permanência e sucesso na aprendizagem dos alunos, assegurando um ensino de qualidade e formando cidadãos atuantes na sociedade onde estão inseridos.

1.8.2 Visão

A unidade escolar tem como visão ser uma das melhores escolas do município de Riachão das Neves, visando excepcionalmente o desenvolvimento integral dos educandos, tendo a tarefa de formar seres humanos que tenham consciência dos seus direitos e deveres.

A comunidade escolar tem como valores:
1. Desenvolver a cidadania;
2. Valorização das relações humanas;
3. Priorizar a qualidade do ensino;
4. Respeito;
5. Criatividade;
6. Parceria;
7. Compromisso
8. Solidariedade;

1.8.3 Objetivos e metas

Os objetivos estabelecidos no PPP atual tiveram como base os princípios de uma gestão democrática e participativa, sendo que o ponto principal de articulação dos mesmos é oferecer um ensino de qualidade em que prime pela aprendizagem e desenvolvimento intelectual dos alunos, a partir de ações conjunta com pais, professores, alunos, direção e coordenação.

Quadro 5 – Objetivos e metas da unidade escolar (estabelecidas no PPP atual)
Objetivo Meta(s) Prazo Responsável (is) Status
Assegurar o acesso e a permanência do aluno na escola. Promover eventos como: gincanas, torneios, festas que atenda a necessidade dos jovens. Até dezembro de 2011. Comunidade escolar Em andamento
Promover o fortalecimento da cidadania civil e social. Realizar palestra sobre direitos e deveres. Março de 2011 Coordenadora Realizada
Promover a formação continuada dos profissionais como via de acesso ao domínio da sua função docente. Curso de formação para professores e funcionários Ano letivo de 2011 Equipe gestora Em andamento
Desenvolver a consciência ecológica dos alunos.
Plantio e cultivo de hortaliças para utilização na merenda da escola;
Durante o ano letivo Equipe gestora e grêmio estudantil. Em andamento
Melhorar a estrutura física da escola. Reforma dos banheiros, salas de aula e pátio. Março de 2011. Equipe gestora Realizada
Criar um sistema de avaliação institucional e de auto-avaliação na escola. Realizar avaliação institucional ao final de cada semestre. Dezembro de 2011 Equipe gestora Em andamento

























2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 O QUE VEM A SER O POJETO POLITICO - PEDAGÓGICO?

Segundo o dicionário Júnior, a expressão, projeto significa ideia que se pretende realizar. Plano para realizar uma idéia. Quando se refere ao termo político, entende – se que toda ação pedagógica é política, não no sentido de política partidária, mas no sentido de assegurar o bem-estar da coletividade, por estar intimamente articulado ao compromisso sócio político e com interesses reais da população majoritária.
Nesta direção, Vasconcellos (2009, p.17) lembra-nos que:

O projeto político-pedagógico é o plano global da instituição. Pode ser entendido como a sistematização, nunca definitiva, de um processo de planejamento participativo, que aperfeiçoa e se objetiva na caminhada, que define claramente o tipo de ação educativa que se quer realizar, a partir de um posicionamento quanto à sua intencionalidade e de uma leitura da realidade. É um instrumento teórico- metodológico para transformação da realidade.


Logo, o projeto político é uma sistematização das ações e idéias a serem realizadas pela unidade escolar. É o fruto da interação da coletividade, é um trabalho que deve ser realizado por todos os envolvidos no processo educativo: pais de alunos, alunos, professores, equipe técnica, direção, coordenação, onde todos se reúnem para a definição de objetivos a serem alcançados pela escola, no caso, o enfoque é a pedagogia, político - pedagógico, portanto, ações que favoreçam o sucesso pedagógico da escola, do ensino. É fundamental que todos os componentes da escola se sintam integrantes do processo, agentes transformadores da sociedade.
Neste sentido, Vasconcellos (2009, p. 24) coloca que:

A participação é uma resposta a um dos anseios mais fundamentais do homem: ser levado em conta, tomar parte, ser incluído, ser respeitado. Todavia só tem sentido quando existe por detrás uma ética, uma disposição em mudar realmente o que for necessário e não apenas as aparências. A participação é um direito (pelo simples fato da pessoa fazer parte da polis) e um dever (de sair de uma situação de comodismo,
de delegação para o outro, que acaba gerando a perversa lógica do paternalismo). Pela participação, o individuo deve assumir a condição de sujeito e não de objeto.


Percebe-se que a construção do projeto político - pedagógico requer muita reflexão, é um documento de fundamental importância, pois através do mesmo, a instituição de ensino vai criar a sua própria identidade, a escola tem autonomia para a elaboração e execução da sua proposta pedagógica (Lei 9394/96, artigo 12, inciso I).
Faz-se necessário verificar como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), ressalta a importância desse instrumento e da participação dos professores e de toda a comunidade escolar na elaboração do PPP (projeto político - pedagógico).

Art. 13 – Os docentes incumbir se ao de:
I - participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino;
II - elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica do estabelecimento de ensino;
Art. 14 – Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios:
I – participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola.



Fica, pois claro que, essa é uma exigência legal e que é necessário transformá-la em não apenas para ser guardado na escola como um documento formal, mas que realmente ele possa ser usado como um instrumento de transformação da realidade, por isso vale à pena lembrar que se deve levar em consideração a realidade social, física e econômica da comunidade escolar, é importante conhecer os alunos que freqüentam a instituição, valorizar os seus sonhos e anseios, refletir sobre a realidade, para depois planejar as ações necessárias para ampliar a cultura e o conhecimento do aluno contribuindo para que o mesmo possa atuar de maneira competente no meio em que vive, e assim a escola possa contribuir para a construção de uma nova realidade.


2.2 PROJETO POLITICO - PEDAGÓGICO E A FUNÇÃO SOCIAL DA ESCOLA


A atual fase do sistema capitalista é conhecida como era da Revolução Tecnológica e também como era do Conhecimento, pois as inovações acontecem constantemente e o conhecimento é levado a todos os povos com muita facilidade e rapidez devido aos avanços nos meios de transporte e de comunicação.
No entanto, a classe trabalhadora vive em uma situação de exclusão, marginalização e injustiça social, causada pela forma de organização da sociedade.
Neste contexto, a escola também sofre mudanças e necessita traçar metas para que a sua função social seja alcançada, pois o papel da escola muda de acordo os interesses sociais.
Somos sabedores que em uma sociedade capitalista, os interesses das classes que compõem estão sociedade são diferenciados.
Para a classe dominante, o papel da escola é meramente o de formar mão de obra habilitada ao mercado de trabalho, neste sentido, a escola torna – se subordinada aos interesses do sistema capitalista, por outro lado, para a classe dominada, a educação é vista como um meio para o desenvolvimento de potencialidades, conhecimentos, habilidades, valores, ou seja, contribui para a formação integral do homem.
Neste sentido, a concepção de educação que se deve ser pautada em um tipo de educação que possa contribuir para a formação de uma sociedade mais justa, menos excludente, solidária e mais democrática.
Para tanto, entende-se que a concepção filosófica deve ter por base um estudo profundo de como se organiza, se estrutura e se concebe o mundo, a sociedade, o homem e a educação na concepção da sociedade capitalista e fora dela.
Esta concepção tem que ser entendida como a possibilidade de se perceber o que acontece nas partes do processo, ou seja, no local como representação da totalidade. Assim, homem e mundo estão entrelaçados, pois o entendimento sobre esta temática evidencia um ideal de homem inserido no mundo.
Desta forma a concepção filosófica deve respeitar as diversidade e pluralidade política/ideológico-filosófica e estabelecer a matriz que norteará todo o trabalho e que possibilite a reflexão e a mudança continuada da escola. Nesta perspectiva, o caminho a ser palmilhado é o da concepção de totalidade, onde o conhecimento é buscado e produzido na sua mais ampla dimensão para discernir o entendimento das partes que o compõe.
Assim, tanto na sociedade, enquanto totalidade, quanto na educação como ingrediente importante desta, tem - se todas as condições para intervir e colaborar com as transformações no seio da sociedade.
Para tanto, na definição de como concebemos o mundo, a sociedade e o homem que pretendemos produzir para a transformação das relações sociais que engendram esta sociedade, estamos definindo nossa postura e concepção filosófica.
O mundo nesta ótica é um espaço de habitação do ser humano. Neste, a solidariedade entre os homens na perspectiva da globalização da justiça social, onde todos tenham direitos à vida – enquanto moradia, lazer, transporte, educação, saúde, cultura –, é uma necessidade urgente.
Em síntese, um mundo em que se superem as relações de produção que escravizam os homens nas diversas formas, estabelecendo formas mais socializantes de relacionamento e provimento das suas necessidades vitais e básicas. Assim, a sociedade tem que ser pensada, entendida e trabalhada como espaço das inter-relações entre indivíduos e classes sociais que a constituem. Nesta direção, deve buscar a organização participativa de todos os segmentos, no encaminhamento da politização de todos e de uma dinâmica social que efetive a materialização das utopias de justiça social aqui entendida como direitos e deveres sociais de todos e de uma dinâmica social que efetive a materialização das utopias de justiça social aqui entendida como direitos e deveres sociais de todos.
Na Concepção Crítico - Emancipa tória (KUNZ, 2001a, p. 136) “a educação não é apenas uma qualificação de indivíduos, no sentido individual. Esta qualificação de Sujeitos capazes de atuarem através de uma ‘ação comunicativa’ competente deve visar, também, à Emancipação da Sociedade”.

Cada indivíduo, em seu respectivo mundo vivido, pertence a um determinado grupo social, no qual um processo de interações se desenvolve, ou seja, se estruturam a intensidade e a regularidade das experiências interacionais, que se vão estabilizando por condicionamentos de antecipações recíprocas. Assim se forma a ‘Identidade Social’ para cada indivíduo. Pedagogicamente são extremamente, neste processo, as instâncias da Primeira Socialização, que são base para a formação desta identidade social do Educando (KUNZ, 2001a, p. 141).

Considerando o que foi colocado, a educação para a sociedade atual deve ser baseada na criticidade, ou seja, precisa ter como principio básico, a formação de sujeitos capazes de construírem a sua própria história e com capacidade de transformar a realidade onde estão inseridos.
Segundo Vasconcellos (2009, p.77):

Se quisermos uma escola libertadora, é absolutamente decisivo que os alunos assumam seu papel de sujeitos, que sejam protagonistas do seu processo de educação, superando a longa tradição da maquinaria escolar que tenta, de todas as formas, ainda que com a melhor das intenções, reduzi – lós a meros receptáculos.


Temos bem claro que, ao longo da história da sociedade humana, os homens têm lutado pela superação da exclusão e marginalização da classe trabalhadora, logo cabe a escola e aos educadores trabalhar o conhecimento de forma que venha contribuir para a formação de alunos críticos que possam perceber as injustiças sociais e que assim lutar por igualdade e justiça social.
Certamente, a escola só irá cumprir o seu papel social se estiver pautada nos princípios de uma gestão democrática e participativa, não se cabe mais uma gestão de autoritarismo este tipo de gestão não consegue mais atender aos interesses da sociedade atual.
Neste sentido, a escola que queremos ter deverá ser construída de acordo os interesses de todos os segmentos que fazem parte da escola, inclusive com a participação dos alunos.

O aluno deve ter preservado seu direito de participar da vida da escola em todos os níveis: da sala até o relacionamento com a comunidade, da discussão da proposta de conteúdos à elaboração do projeto político – pedagógico, da elaboração de normas de trabalho em sala de aula às normas de convivência da escola, de prática didática cotidiana às decisões no conselho de escola, etc.(VASCONCELLOS, 2009, P.77)

Facilmente se presume que a proposta pedagógica da unidade escolar deve ser definida na coletividade, se faz necessária a definição sobre as características do cidadão que se quer formar e a função social da escola hoje.
O perfil do aluno que se quer formar deve ser fruto de uma construção e responsabilidade de todos, pois a educação é de responsabilidade de toda a sociedade.
O projeto político – pedagógico construído por todos os segmentos que fazem parte do processo educativo é fundamental para a democratização da escola e para a formação de cidadãos atuantes.

Como coloca Vasconcellos (2009, p.74), cidadão é aquele que participa ativamente, que decide os destinos da Polis, que não espera ser chamado, que se engaja na luta de autodeterminação pessoal e social. A partir dessa idéia, o gestor escolar deve propiciar um ambiente favorável, criando condições que facilite o trabalho coletivo e participativo.
Entende – se que projeto político – pedagógico tem como função primordial o direcionamento de objetivos, construção de conhecimentos para a transformação da sociedade e para a democratização das relações sociais e para a efetivação de uma escola pública que priorize sobretudo o acesso e permanência e sucesso do aluno na escola.


2.3. PROJETO POLITICO - PÉDAGÓGICO UM MECANISMO EFICIENTE DA GESTÃO DEMOCRÁTICA?

A gestão democrática ganha respaldo na constituição Federal/1988, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB nº 9.394/96), então cabe a escola criar um ambiente propicio para a efetivação da gestão democrática através da participação dos pais em associação de pais e mestres, alunos através do grêmio estudantil, colegiado escolar onde é representado por todos os segmentos que compõe escola, eleição para gestores escolares e elaboração do projeto político – pedagógico da escola, que deve ser elaborado de acordo interesses de todos os envolvidos no processo educativo, onde é construída a identidade da escola.

O par complementar da participação é a co – responsabilidade. Não estamos planejando para os outros; temos de ter clareza da parte que nos cabe e assumi – la. Através do processo participativo os indivíduos vão aprendendo o jogo democrático, onde todo o direito de se expressarem, de lutarem por suas idéias e convicções, mas também respeitar as decisões coletivas. A Participação aumenta o grau de consciência política, reforça o controle sobre a autoridade e também revigora o grau de legitimidade do poder- serviço. Sabemos que quanto maior a participação na elaboração, maior a probabilidade de que as coisas planejadas venham de fato acontecer (VASCONCELLOS, 2009, p. 26).



Gestão escolar democrática é o incentivo ao trabalho de todas as pessoas envolvidas no processo educativo, onde as responsabilidades da escola, as decisões, a busca para a solução de problemas são decididos no coletivo. O gestor educacional não pode mais assumir a escola sozinho, ele precisa dividir as responsabilidades e promover articulações com toda a comunidade escolar, pois a escola é composta de vários segmentos que precisam ser ouvidos e com base na discussão procurar a solução que atenda, sobretudo a qualidade do ensino e que procure atender as necessidades da comunidade na qual esteja inserida.
Nesta perspectiva, gestão escolar democrática é a eliminação da exclusão, pois passa a se ter uma visão do todo, eliminado a individualidade e promovendo a descentralização de poder por parte do gestor escolar. É um espaço onde todos podem participar das decisões, desta forma a escola passa a ser um espaço de inclusão social, onde as pessoas são ouvidas e democraticamente é tomada a melhor solução para todos, assim o coletivo passa a definir os seus próprios destinos.
Considerando isto, pode se afirmar que a escola é um ambiente democrático, formado por professores, familiares, gestores, funcionários e membros da comunidade local. Neste contexto um dos mecanismos para o exercício da gestão democrática é a construção coletiva do projeto político pedagógico da escola, onde fica decidido o tipo de escola e o perfil do cidadão que se quer formar, desta forma o PPP é mecanismo que pode garantir estes anseios, pois é um documento onde são registradas as ações e o rumo que a escola deve tomar para alcançar estes objetivos.
Segundo Veiga (1995, p. 13), “Projeto Político Pedagógico (...) é uma ação intencional. É político no sentido de compromisso da formação do cidadão para o tipo de sociedade. É pedagógico no sentido de definir as ações educativas e necessárias das escolas cumprirem seus propósitos e sua intencionalidade”.
Nesta perspectiva, é fundamental que a escola tenha como base a educação para a cidadania, que venha contribuir para formação plena do aluno, que ele seja capaz de ajudar a transformar a sociedade onde esteja inserido.


2.3 ACONSTRUÇÃO COLETIVA DO PPP E AUTONOMIA ESCOLAR


Como se pode perceber, os diversos segmentos que compõem a escola: gestores, professores, alunos, pais e funcionários, precisam caminhar juntos, ter os mesmos objetivos
com relação à escola. O trabalho coletivo no ambiente escolar é de fundamental importância para o sucesso da escola, a garantia da qualidade do ensino e o cumprimento da real função social da escola, que é a garantia de um ensino de qualidade e a formação de um cidadão crítico e ativo no ambiente onde esteja inserido.
Muitas vezes o trabalho coletivo não é tarefa fácil, mas é essencial que o gestor busque estratégias para que a comunidade escolar e local esteja envolvida no processo ensino aprendizagem, pois a escola precisa trabalhar de acordo os interesses da comunidade onde esteja inserida, procurando atender estes interesses a médio e longo prazos através da construção da sua proposta pedagógica.
Considerando isso, o projeto político - pedagógico é o trabalho da escola organizado de forma sistemática, onde deverá conter o rumo que a escola deverá tomar para atingir o principio básico, que é a aprendizagem dos estudantes com qualidade e sua permanência em uma escola que lhe proporcione conhecimento e prazer.
Certamente o PPP é um norteador do trabalho escolar, onde as decisões deverão ser tomadas com base na discussão de todos os segmentos da escola, para que juntos possam buscar alternativas para resolução de problemas, procurando construir uma escola eficiente, com mais autonomia em suas decisões.
Nessa perspectiva democrática, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei 9.394/96 amplia o poder de decisão da escola, dando lhe autonomia para tomar as suas próprias decisões. Lembrando que só a lei não faz milagres, não faz esta autonomia acontecer, é preciso que realmente os gestores educacionais queiram de fato que esta autonomia garantida na legalidade aconteça no ambiente escolar, por isso o gestor precisa assumir o papel de um verdadeiro líder, articulando ações e dividindo responsabilidades, assim o PPP e autonomia andam juntos.
Neste contexto, a autonomia construída na própria unidade de ensino é diferente da autonomia garantida em lei. A autonomia conquistada pela escola é um trabalho efetivamente construído na medida em que os sujeitos que fazem parte do processo educativo assumem suas ações, não por determinação legal, mas, como um compromisso em prol da melhoria da qualidade do ensino.
À medida que a escola e todos que fazem parte dela sejam capazes de responder por suas ações, compromissos, que procurem solucionar seus problemas e tornam mais competentes com relação ao fazer pedagógico, considera – se que a autonomia está sendo
construída com base no dialogo e na solidariedade. Quando a escola conquista a sua própria autonomia, ela assume mais responsabilidades com a comunidade na qual está inserida.

A autonomia significa a capacidade de a escola decidir o seu próprio destino, porém permanecendo integrada ao sistema educacional mais amplo do qual faz parte. Nesse sentido, ela não tem soberania para se tornar independente de todas as outras esferas nem para fazer alterar a própria lei que define as diretrizes e bases da educação como um todo. (MARÇAL, SOUSA2001, p.22 ).


De acordo com autoras acima citadas, autonomia escolar não é a escola ser independente das esferas em que fazem parte, mas ter a capacidade de decidir o seu próprio rumo, lembrando que o destino da escola não é de responsabilidade apenas do gestor, mas sim, de todos os segmentos que compõem a escola. Assim, é essencial que a participação coletiva seja incentivada, pois esta participação não se dá espontaneamente, mas que sejam incentivadas dentro das escolas.
Assim, conforme Vasconcellos (2009, p. 21):

O projeto tem uma importante contribuição no sentido de ajudar a conquistar e consolidar a autonomia da escola, criar um clima, um ethos onde professores e equipe se sintam responsáveis por aquilo que lá acontece, inclusive em relação ao desenvolvimento dos alunos. De certa forma, é o projeto que vai articular o interior da escola, a tensa vivência da descentralização, e através disto permitir o dialogo consistente e fecundo com a comunidade, e mesmo com órgãos dirigentes.


Vale ressaltar que o trabalho coletivo em uma unidade de ensino é bastante complexo, e às vezes geram conflitos, pois o coletivo que compõe a escola é bastante heterogêneo, então buscar a participação do coletivo não é tarefa fácil de ser executada, diante do que foi colocado o gestor deve coordenar, articulando ações onde todos os envolvidos possam perceber que conflitos que existem, pois a escola é um espaço de interação social, mas que acima de tudo deve predominar o sucesso dos alunos e o atendimento da necessidade da comunidade.
De acordo com Veiga (2009, p.46):

Dada a própria natureza das organizações, constituídas de indivíduos e grupos com diferentes visões, necessidades, valores, interesses, em síntese, com diferentes racionalidades, o conflito é uma realidade sempre presente no dia a dia da organização e, sem dúvida, um grande desafio par os administradores. Tem se consciência clara de que o conflito entre indivíduos ou grupos de indivíduos e a organização sempre existiu e sempre existirá.


Assim, cabe aos gestores educacionais, reforçar o entendimento das relações humanas no ambiente de trabalho, aprendendo uma articulação para gerenciar pessoas e que estas jamais devem ser tratadas como se fossem objetos.


4 RELATÓRIO DA INTERVENÇÃO


O projeto de intervenção intitulado Gestão Democrática, um Caminho Possível, foi desenvolvido com base na metodologia da pesquisa – ação, forma de pesquisa social onde são traçadas ações com o objetivo de solucionar um problema existente.
No ambiente escolar, esta forma de pesquisa é bastante usada, é um mecanismo onde a própria comunidade escolar se envolve com os problemas que fazem parte do meio onde atuam e busquem alternativas na coletividade para soluciona – los.
Este projeto de intervenção se fundamentou nos pressupostos da pesquisa-ação, conforme metodologia de Thiollent (2005), onde é caracterizado como um tipo de pesquisa social com base empírica que é concebida e realizada em estreita associação com a resolução de um problema coletivo.
A pesquisa-ação é uma pesquisa social em que o pesquisador com embasamento científico procura resolver algum problema social ou mesmo procura meios para a melhoria da sociedade. Este tipo de pesquisa é caracterizado pela interação entre o pesquisador e os membros das situações investigadas.
Neste trabalho foi realizada uma pesquisa do tipo qualitativa através do método de estudo de campo, utilizando como instrumento um questionário, onde os entrevistados puderam expressar o que pensam.
As primeiras orientações sobre o projeto foram dadas no dia 19 de maio de 2010, quando se deu início as aulas presenciais do curso de Gestão educacional, oferecido pela escola de Gestores –Faced Ufba, as orientações forma dadas durante as aulas ministradas pelas professoras Gabriela e Rosa da disciplina PV (Projeto Vivencial) da escola de Gestores da Educação Básica- UFBA.
O projeto de intervenção intitulado Gestão Democrática, um Caminho Possível, foi criado com o objetivo de elaborar o PPP (Projeto Político Pedagógico) do Colégio Estadual Professor Ivardo Pereira Bastos, localizado na Avenida São Bento, centro, no município de Riachão das Neves visto que esta unidade de ensino não possuía o seu PPP estruturado, assim, este projeto tornou se um meio fundamental para ajudar a escola a construir a sua própria identidade e a desenvolver os princípios de uma gestão democrática.
O colégio Estadual Professor Ivardo Pereira Bastos, foi criado em 2007, teve seu primeiro ano de funcionamento em 2008, é uma escola que possui quatro anexos e a sede, não possui vice-diretor, nem secretário, possui apenas auxiliares administrativos contratados por prestação de serviço e professores também contratados.
A sede do Colégio possui 5 salas de aula, todas bem espaçosas, com capacidade para 45 alunos, são bem arejadas, possui uma secretaria, uma cantina, 4 banheiros, sendo dois femininos e dois masculinos e quanto aos anexos os alunos são atendidos nos prédios municipais.
Quanto aos aspectos pedagógicos, a escola tem uma coordenadora que atende a todas as localidades, poucos professores com formação na área e falta de recursos pedagógicos.
A escola atende em média 750 alunos, divididos entre todos os anexos que a escola possui, nos anexos atende alunos no matutino e vespertino e na sede da escola atende apenas no noturno, convém mencionar que todos os anexos são distantes, o que dificulta muito o trabalho a ser desenvolvido.
Considerando o que foi colocado, facilmente se presume que não foi fácil o desenvolvimento do projeto de intervenção, gestão democrática, um caminho possível, pois a estrutura da escola dificultou as reuniões com a comunidade escolar, dificultando assim, o desenvolvimento das atividades.
As primeiras orientações sobre o projeto foram dadas no dia 19 de maio de 2010, quando se deu início as aulas presenciais do curso de Gestão educacional, oferecido pela escola de Gestores –Faced Ufba, as orientações foram dadas durante as aulas ministradas pelas professoras Gabriela e Rosa da disciplina PV (Projeto Vivencial) da escola de Gestores da Educação Básica- UFBA.
Com o intuito de divulgar o projeto de intervenção e buscar o apoio de todos que compõem a unidade escolar, no mês de junho de 2010, foi feito um trabalho de divulgação do projeto através de cartazes, conversa com alunos nas salas de aulas e foram feitos convites individuais e coletivos para os professores, representantes de turmas, colegiado, representantes de pais de alunos de todas as localidades, para participarem de uma reunião que foi realizada na sede da escola em Riachão, o objetivo principal da reunião foi à apresentação do projeto de intervenção para toda a comunidade escolar e buscar apoio de todos para o desenvolvimento do mesmo.
Na oportunidade a coordenadora da escola fez uma palestra sobre PPP, onde procurou fazer um trabalho de conscientização, mostrando a todos a importância da elaboração do Projeto Político - Pedagógico para a escola e para a concretização de uma gestão democrática e participativa.
Neste trabalho foi realizada uma pesquisa do tipo qualitativa através do método de estudo de campo, utilizando como instrumento um questionário, onde os entrevistados puderam expressar o que pensam sobre projeto político – pedagógico e sobre sugestões para a elaboração do mesmo.
Para discussão dos resultados obtidos levantou – se questionamentos pertinentes à temática proposta.
. Você considera importante a elaboração do PPP para a escola?
Professor A - Sim. Porque é através do PPP que se constrói u ma integração entre a comunidade escolar.
Professor B - Sim. Porque é a vida da escola.
Professor C - Sim. O PPP é o documento que possibilita um diagnostico e uma busca constante na qualidade da mesma em todas as situações.
Professor D - O PPP é o plano global da escola.
Auxiliar administrativo A - Sim. A elaboração do PPP é a preservação da história da escola.
Auxiliar administrativo B - Sim. Na elaboração deste documento são colhidas informações sobre a realidade da escola e assim traçar metas para o melhoramento da escola.
Aluno A - O PPP é a identidade da escola.
Aluno B - Sim. Percebi que é um documento muito importante para a escola.
Coordenadora - O PPP é um documento fundamental para o desenvolvimento de uma gestão democrática.
Mãe de aluno - Entendi que é importante.
. Sugestões sobre a elaboração do PPP
Professor A - Incentivar mais a participação dos pais e alunos nas reuniões.
Professor B - Dividir as tarefas entre todos.
Professor C - Envolver todos na elaboração do PPP.
Professor D- Reunir a cada quinze dias.
Auxiliar administrativo A - O pessoal da secretaria pode ficar responsável pela organização e digitação do PPP.
Auxiliar administrativo B - É bom que divida o trabalho em comissões.
Aluno A - Reunir a cada quinze dias.
Aluno B - É necessário pesquisar a história da escola.
Coordenadora - A melhor maneira de fazer este trabalho é dividir as responsabilidades, formando comissões.
Mãe de aluno – Ter mais participação dos pais nas reuniões.
Facilmente se presume que as pessoas pesquisadas sabem da importância do PPP para o registro da história da escola e para a construção da sua identidade, pois uma escola que não tem o seu projeto político – pedagógico elaborado, não tem sua identidade, ela não tem um direcionamento a ser seguido para a realização do objetivo principal da escola, que é a aprendizagem dos alunos e para a efetivação de uma gestão democrática e participativa.
Na oportunidade foram formadas comissões, com o intuito de incentivar a participação e o envolvimento de todos, pois o PPP é um instrumento da gestão democrática e deve ser elaborado na coletividade, pois todos devem se sentir partes integrantes da escola e responsáveis pelas ações desenvolvidas por ela.
No dia 26 de agosto de 2010, foi realizada outra reunião para apresentação do material produzido pelas comissões e a definição de quem ficaria responsável para digitar todo o material recolhido, a digitação de todo o material apresentado pelas comissões ficou sob a responsabilidade dos administrativos da sede, também foi definido que em setembro seria feita mais uma reunião para reorganização dos planos de curso e definição de um currículo único para a escola em 2011, pois por possuir anexos, os conteúdos não eram unificados e os planos de curso eram feitos separados por localidade, nesta mesma reunião ficou definido que no inicio de novembro haveria mais uma reunião para a apresentação do projeto de pesquisa na versão final e possíveis alterações.
Quadro 6 – Ações planejadas e realizadas na intervenção
Ação Responsável (is) Problemas encontrados na execução da ação e estratégias de intervenção
No mês de junho, foi feita reunião com toda a comunidade escolar para apresentação do projeto de intervenção e definição de comissões. Professores, direção, coordenação, pais, funcionários e lideres de turmas Dificuldade de definir cronogramas para as reuniões, pela disponibilidade de tempo das pessoas.
Para solucionar este problema foi feito uma pesquisa com os presentes, para decidir na coletividade, o melhor dia da semana e horário para se reunir.
No mês de julho foi desenvolvido questionário para mapear perfil de alunos e comunidade Professores de Sociologia e História de todos os anexos. Atraso na elaboração de relatórios por parte de alguns professores dos anexos de São José e Entroncamento.
Foi solicitado à ajuda dos professores de Redação, para que com base nos questionários elaborassem o relatório juntos com os alunos.

Quadro 7 – Ações planejadas e não realizadas na intervenção
Ação Responsável (is) Motivos pelos quais a ação não foi realizada



Quadro 3 – Ações não planejadas e realizadas na intervenção
Ação Responsável (is) Recurso(s) necessário(s) Como esta ação pode contribur para alcançar o objetivo da intervenção?
Final de agosto foi feita reunião com as comissões para apresentação de material produzido e definição de pessoas responsáveis pela organização e digitação. Professores, direção, coordenação, representantes de pais, alunos e professores. Data – show, computador, papel ofício. Ajudou na elaboração do projeto, sendo que cada comissão fez o seu papel e dividindo responsabilidades tudo é mais fácil.
Em setembro foi feita reunião com professores e coordenação para reorganização da ementa nos planos de curso. Professores e coordenação. Livros, planos de curso elaborados, papel ofício, canetas. Para que o objetivo da intervenção seja alcançado faz-se necessário a definição de uma única ementa para a mesma disciplina, ou seja, um só currículo.
No inicio do mês de novembro, foi feita reunião com toda a comunidade escolar para a apresentação da versão final do projeto de intervenção. Comunidade escolar Data – show, papel ofício, computador, cópias do projeto político pedagógico. O acompanhamento da elaboração e conclusão do Projeto de intervenção é fundamental para que o PPP seja elaborado democraticamente, ou seja, com a participação e opinião de todos que compõem a escola.

Análise crítica do andamento da intervenção.
O projeto de intervenção gestão democrática, um caminho possível, teve como objetivo principal, analisar as dificuldades encontradas pela equipe gestora para a construção coletiva do PPP está em fase de conclusão, faltando apenas algumas alterações para que o Projeto Político - Pedagógico seja concluído, não de forma definitiva, pois esta é uma ação inconclusa, sempre com possibilidades de mudanças.
Percebe – se que desenvolver um trabalho na coletividade não é fácil. Sabemos que as pessoas são diferentes no jeito de pensar, agir e falar e conseguir sucesso no trabalho em grupo é necessário que o gestor educacional seja um líder articulador, o trabalho em equipe só funciona quando existe divisão de tarefas e responsabilidades.
A construção do PPP não foi uma tarefa fácil de serem realizadas, algumas dificuldades foram encontradas no desenvolvimento deste projeto, dentre elas pode se destacar: conseguir reunir as pessoas na sede da escola pela distância e rotatividade de pessoas, às vezes quando participava em uma reunião, na seguinte já não estava definição de um dia da semana que atendesse a maioria para a realização das reuniões, demora no cumprimento das tarefas por parte de algumas comissões.
Como gestora desta unidade escolar, reconheço o quanto foi importante o desenvolvimento deste projeto para a escola, confesso que quando assumi a direção da escola no mês de maio de 2010, eu via a construção do PPP, como uma tarefa quase impossível de ser realizada, devido à falta de conhecimento que eu tinha sobre o assunto e as problemáticas que a escola estava enfrentando, devido também às dificuldades de conseguir reunir a comunidade escolar no mesmo horário, por conta da quantidade de anexos e a distância que um fica do outro.
O curso de especialização em gestão, através deste trabalho da disciplina Projeto Vivencial (PV) foi à luz no fim do túnel, conseguir adquirir conhecimentos e em equipe realizar esta ação, as dificuldades para atingir o objetivo da intervenção foram várias, mas o importante é que hoje a escola tem o seu PPP elaborado, cabe salientar que foi construído com muito trabalho e democraticamente.
Percebe – se que o objetivo da intervenção só foi atingido porque toda a comunidade se envolveu, houve um verdadeiro trabalho em equipe.


3 CONSIDERAÇÕES FINAIS


Atualmente, um dos assuntos mais discutidos no ambiente escolar é a efetivação de uma gestão escolar democrática, pautada na participação coletiva, onde todos que fazem parte da escola ajudam a traçar e elaborar caminhos, caminhos estes que deverão ser percorridos com o objetivo único, que é a melhoria do processo pedagógico, pois o aluno precisa ter uma aprendizagem eficiente e significativa.
É preciso reconhecer que a elaboração do projeto político - pedagógico é um mecanismo fundamental para a conquista da autonomia escolar, para implantação de uma gestão democrática participativa, melhoria da qualidade do ensino e permanência do aluno na escola.
Certamente é um trabalho que requer paciência, compromisso, liderança e vontade de mudança por parte de todos os envolvidos no processo educativo, sobretudo, do gestor escolar, pois ele precisa ser um articulador do trabalho coletivo, criando condições favoráveis para que, professores pais, alunos e funcionários de sintam integrantes e responsáveis pelas ações desenvolvidas pela escola, criando assim, uma nova forma de organização do trabalho pedagógico, acabando com a centralização de poder por parte do gestor e incentivando o trabalho coletivo.
O projeto político – pedagógico é o ponto de partida para que a escola possa ajudar a construir uma sociedade mais justa, igualitária e democrática, onde a história da sociedade seja escrita por pessoas simples como alunos, pais, professores e funcionários, pois no PPP são definidos objetivos e metas a serem alcançados pela escola na resolução de problemas analisados.
Nesse contexto, o PPP irá contribuir para que a escola possa cumprir com o seu papel político e social, na construção de uma sociedade onde todos tenham vez e voz ativa na tomada de decisões, assim a escola deverá formar indivíduos capazes de identificar, interpretar e solucionar os problemas sociais e ambientais da sociedade atual.
Nesta perspectiva, foi desenvolvido entre os meses de junho de 2010 e abril de 2011, no Colégio Estadual Professor Ivardo Pereira Bastos, no município de Riachão das Neves, o projeto de intervenção chamado gestão democrática, um caminho possível.
O referido projeto foi desenvolvido com base na metodologia da pesquisa – ação, onde foram traçadas ações para a busca de solução para um problema detectado, neste caso, o projeto foi criado com o objetivo de analisar as dificuldades encontradas pela equipe gestora para a construção coletiva do PPP.
Somos sabedores que, desenvolver um trabalho coletivo não é tarefa fácil, para que o objetivo fosse alcançado foi necessário buscar alternativas, para que toda a comunidade escolar se integrasse e ajudasse na elaboração do PPP da escola.
Durante o desenvolvimento do projeto de intervenção, várias dificuldades foram encontradas, mas a principal apresentada foi a de conseguir reunir o maior número de pessoas nos encontros, o motivo encontrado foi devido a forma como a escola é organizada, pois são muitos os anexos, cada um com uma realidade diferente, e todos distantes um do outro e da sede da escola, assim, a equipe gestora dividiu as ações a serem realizadas por localidade, lá cada auxiliar responsável pelo anexo conduziu as ações a serem desenvolvidas e as reuniões só aconteceram na sede da escola para apresentação de resultados.
Como se pode observar, para se trabalhar na coletividade e ter sucesso, é preciso ter estratégias, é importante que o gestor escolar, em parceria com o colegiado escolar divida as ações e os responsáveis por cada uma delas, não tem como conseguir sucesso nas ações sem a descentralização de poder, é preciso entender que quando as pessoas participam das ações, elas se sentem valorizadas e têm mais interesse no alcance dos objetivos.
Hoje, o Colégio Estadual Professor Ivardo Pereira Bastos tem o seu PPP elaborado, símbolo de muito esforço e dedicação, é preciso reconhecer que o sucesso só foi atingido no desenvolvimento do projeto de intervenção, porque teve um verdadeiro trabalho em equipe, em união.
Nestes parâmetros, a escola tem buscado desenvolver uma gestão democrática e participativa, incentivando a organização do grêmio estudantil, buscando apoio de líderes de turmas, pais e professores e a efetivação do colegiado escolar atuante. Somos sabedores, que na sociedade atual não tem mais espaço para gestores autoritários, tristes e individualistas, o momento atual exige mudanças, pois quando, se trabalha em união se produzirá mais.
Neste sentido, fica claro entender que desenvolver uma gestão democrática e participativa é saber que as decisões da escola não são mais tomadas de cima para baixo, mas sim, por todos que fazem parte do processo educativo, a escola passa a ser transparente nas decisões pedagógicas e financeiras, procurando assim a sua autonomia e, sobretudo a qualidade do ensino.
A partir dessas observações, conclui – se que o PPP construído por todas as pessoas que fazem parte do processo educativo é um mecanismo fundamental para a efetivação de uma gestão escolar democrática, conquista da autonomia, como bem definir a identidade da escola, os caminhos a serem traçados para alcançar as metas desejadas.


























REFERÊNCIAS

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KUNZ, E. Ensino e mudanças. 2ª Ed. Ijuí: Unijuí, 2010ª.

_________Transformação didático-pedagógica. 4ª Ed. Ijuí: Unijuí, 2001b.

MARÇAL, Juliane Correa. Progestão: Côo promover a construção coletiva do Projeto Pedagógico da escola? Módulo III/Juliane Correa Marçal, José Viera Sousa: coordenação geral Maria Aglaê de Medeiros Machado. Brasilia: CONSED – Conselho Nacional de secretários de Educação, 2001.

SANTOS, Geraldo Mattos Gomes, 1931- Dicionário Júnior da Língua Portuguesa. 2ª. Ed. São Paulo: FTD, 2001

THIOLENT, M. Metodologia da Pesquisa-Ação. São Paulo: Cortez, 2005.


VASCONCELLOS, Celso do S. Coordenação do Trabalho Pedagógico: Do projeto Politico-pedagógico ao cotidiano da sala de aula. 10ª Ed. São Paulo: Libertad, 2009.

VEIGA, Ilma Passos Alencastro. Projeto político-Pedagógico da escola: uma construção possível. Edição. Campinas: Papirus, 1995.